terça-feira, 26 de março de 2013

Machu Picchu - Peru

03/06/12

25 anos depois da minha mãe amada me trazer ao mundo, estava eu ali no meio do Peru, em plena Machu Picchu, sozinha, pronta pra subir o Waynapicchu e ter uma experiência única na minha vida. Queria estar só, refletir, pensar, aproveitar, respirar, entender... tanta coisa... queria sentir a magia de uma civilização tão antiga, e tão mágica mesmo.



Para ir de Aguas Calientes à entrada das ruínas, algumas pessoas sobem andando (não é tão difícil  apesar das várias curvas. E eu sou adepta ao exercício, mas sabia que já ia fazer o suficiente por um dia só, então optei pelo ônibus que custava $17 dólares ida e volta. Conselho: opte pelo ônibus, por mais aventureiro que você seja... achei perigosa a estrada de subida, pra ser feita a pé. Fora que as pessoas devem comer muita poeira dos ônibus que passam o tempo inteiro).




Como falei no post passado, mal sabia eu o que o destino me reservava. Sabe a tagarela espanhola que estava ao meu lado no trem? Nos reencontramos! Paloma! Claro que meu humor já estava muito melhor. Era meu aniversário, eu estava sentindo uma vibração incrível daquele lugar, me sentia flutuando... nos cumprimentamos, ela perguntou se eu sabia como ia para o Waynapicchu e eu disse que não, mas que também tinha que ir pra lá pois minha subida estava programada para as 9h (optem por ela! Você sobe tranquilo e desce tranquilo, depois conhece o resto das ruínas. Subir no segundo horário significa subir dividindo espaço com quem está descendo. Se o caminho já é ruim e difícil pra subir sem obstáculos humanos, imaginem com um monte de gente descendo, vindo na sua direção oposta!). - Vale salientar que para subir o Waynapicchu você tem que comprar o ingresso do Machu Picchu com a opção de subir essa montanha!! Existem dois tipos de ingresso. Óbvio que esse é um pouco mais caro, mas vale incrivelmente a pena.


Ela me chamou pra subir com ela e fomos conversando, ela em espanhol e eu em portunhol. Conseguimos nos entender bem. Em 10 minutos, parecíamos melhores amigas. Era tudo tão mágico lá que subimos rindo horrores. A subida é bem difícil, altitude acaba com o fôlego de qualquer pessoa, os caminhos são estreitos e cheios de pedra, alguns espaços temos até que escalar pra conseguir passar, tens uns buracos pra atravessar também. É aventura pura. Combinamos que quando alguém cansasse, parávamos pra tirar foto. Resultado? Tiramos zilhões de fotos!! Conhecemos também o Fernei, um colombiano engraçadíssimo que nos acompanhou nessa jornada. Rolou até um strip com a Paloma segurando uma toalha pra me trocar, pois a subida cansava tanto que começou a esquentar e fui tirando as camadas de roupas que levei (esse povo do nordeste que mora no Rio 40 graus e tem medo de morrer de frio...).




Paloma levou várias coisas pra tirar foto, parece que adivinhou que ia ter comemoração ;)

Eu, Paloma e Fernei.

Com alguns outros bolivianos que conhecemos

Aniversariantes do dia.
Só num dia mágico, num lugar mágico, você pára no meio do caminho e conhece um casal mágico. O mais incrível disso? A mulher estava comemorando aniversário lá tmabém!! Conversamos muito sobre esse desejo de comemorar num lugar tão especial. Foi uma vibe incrível. 2h de subida difícil, mas extremamente divertida. Chegar lá em cima foi MÁGICO. Sabe aquela sensação de: "consegui", e olha o presente que ganhei!! Olhava pra baixo e via uma das paisagens mais lindas da viagem. Não há como descrever e explicar esse sentimento. Juntar uma galera que você nunca viu na vida pra cantar parabéns pra você do alto da montanha que fica dentro do Machu Picchu. Olha a história que vou ter pra contar pros meus filhos e netos... incrível. Faria tudo de novo.

Buraquinho básico que fazia parte da trilha



Descanso merecido ao chegar no topo

Não entendi o que essa placa quer que eu faça continuando pro abismo...

Um dos momentos mais impressionantes: esse casal subiu com um bebê nas costas. Como passaram na caverna?!?!
Paloma e eu no topo da montanha

Felicidade estampada!



O mais impressionante disso tudo é: como eles conseguiram construir isso em cima de uma montanha gigante?

Olha as escadinhas pra descer...
Descer foi muito mais duro. O cansaço já tinha batido, o sol já estava mais forte, e olhar pra baixo e ver toda a altura é muito mais torturante! Mas... fomos conversando e num instante passou. Almoçamos lá mesmo, comi um lanche que levei na mochila pois já sabia que lá tudo era muito caro (e é!!!). Paloma havia contratado um guia para mostrar toda a ruína de Machu Picchu pra ela. Era um grupo grande. Pra participar, paguei uma propina pro cara e fomos juntas escutar a história daquela civilização. Foram 2h de caminhada por toda ruína, com muita informação interessante. No final, estava mortinha da silva. Mas extremamente feliz e satisfeita!!



Sempre cansava, a gente parava pra fazer alguma palhaçada

Não resisti a tanta fofura. E os pais? Uns fofos! Quero ser mãe aventureira assim!!

Lá, tudo lembra algum condor, puma...
 

Onde eles ajoelhavam para rezar
 



Fascinante!

Dizem que passa uma energia... acho que eu já estava com tanta energia boa desde cedo, que não senti muita coisa =P


Paramos no centro de Aguas Calientes para comer uma bela macarronada! Pela rua, passou um desfile que me fez lembrar o carnaval de Olinda! Muito legal, crianças fantasiadas, todo mundo dançando e cantando.. parecia que estavam comemorando meu aniversário com a gente =]





Infelizmente acabava ali minha passagem pelo paraíso. E saí do restaurante direto pro albergue, direto pra estação de trem pra voltar pra Ollantaytambo. Antes de voltar, entrei na internet pra falar com meus pais e algumas pessoas especiais! =) Estava radiante por ter vivido tudo aquilo.

Em Ollantaytambo foi super tranquilo arrumar uma van pra voltar pra Cusco. Tem várias lá até tarde esperando pra catar os turistas que saem dos trens. Não deixem se enganar, pois fui enganada de novo. NO início me colocaram em uma van bem confortável e mandaram esperar (pois elas só saem cheias). Como a van grande não encheu, eles nos mandaram pra uma menor, extremamente desconfortável por mais 2h... Mas isso nem que quisesse estragaria meu dia e meu humor. Voltei e finalmente dormi no Pirwa de Cusco. Estava tão acabada, que apaguei na cama e nem lembro.

sábado, 23 de março de 2013

Cusco - Peru

02/06/12 - 3h da manhã: acordar e ir pro aeroporto (taxi: 45 soles). Voo pela Peruvian Airlines, por $120 só de ida até Cusco.

Cheguei em Cusco muito cedo. Fiquei hospedada no Pirwa Hostel, bem na Plaza San Francisco. Eu não ia dormir lá neste dia, mas deixaram eu guardar meu mochilão lá, pois a noite eu seguiria para Aguas Calientes. Deixaram tomar um banho também, me deram chá de coca... tava muito frio. Achei que não ia sofrer com o "Soroche" ou "Mal da Altitude", então marquei um passeio pras 14h. Resultado? As 10h da manhã estava passando muito mal de frio, enjoo, dor de cabeça... deitei numa rede do hostel, tomei dramin e tylenol e dormi. Ainda bem que consegui acordar melhor e fazer meu passeio, era o único dia que teria pra conhecer as ruínas de Cusco!!
Comprei o Boleto Turistico por 130 soles e paguei 70 soles por um taxi particular pra poder me levar na porta de cada ruína (não é o ideal, eu aconselho que vocês façam com calma o passeio, com guia, se for mais disposto, pegue uma van local para a primeira ruína e faça o resto a pé... mas era o que eu podia fazer por ter pouco tempo!).

A primeira parada foi em Sacsaywaman (o taxista me disse que lê-se "sexywoman". Vai saber né!). Acredita-se que era um local inca de adoração ao deus-sol.

 


Esse lugar é simplesmente gigante. Dava pra passar o dia inteiro vasculhando as histórias com um bom guia...



Viva El Peru!!


Vai dizer que você não está vendo um animal nessas pedras?




Segunda parada: Qenqo
Dedicado ao Deus da guerra, onde eles faziam rituais e sacrifícios.

Tenho dó de pensar nos animais que eram mortos aí   =/


























Terceira Parada: Puca Pucara - Mais ruínas =) 
Lá é como se fosse uma fortaleza. 

Nada como pagar um trocado em soles pra tirar foto




Eu estava apaixonada por esse lugar e pelas paisagens...

Quarta e última parada:  Tambomachay
Acredita-se que era um local de descanso, tipo um spa, para repouso do imperador.



O taxista ainda fez uma gracinha e parou nesse Cristo pra tirar foto, porque falei que era do Rio de Janeiro (ô cidade amada pelo mundo afora...)





























Na volta, desci na praça principal, dei uma volta e almocei. Muito lindinho o centro de lá! Queria ter aproveitado mais!!!










Combinei com o próprio taxista de me pegar as 17h pra levar pra Ollantaytambo, onde se pega o trem para Aguas Calientes (que é a cidade onde dormimos pra acordar cedo e pegar o ônibus para subir ao Machu Picchu). Fiz uma trouxinha de roupas e deixei o resto no Pirwa. Achei que ele ia me deixar no ponto de um ônibus de turismo. Doce ilusão. Conselho? Sempre se certifiquem do que vocês estão pagando!!! Entrei em roubada várias vezes lá por ser desatenta...
Resultado, fui numa van apertada no banco da frente com uma mãe e uma criança perturbando. Se fosse uma viagem rápida, eu tivesse dormido bem, não tivesse com o Mal da Altitude e morrendo de frio, teria sido tranquilo. Mas 2h sem poder se mexer numa van não foi legal... Mas valeria a pena no final.

Meu trem saia de Ollantaytambo as 21h. Fui pela Perurail, no Expedition 51, e achei muito esquisito aquele trem balançando muito. Acho que meu humor já não estava dos melhores. Tinha uma espanhola do meu lado que não parava de falar... fingi que não entedia espanhol, virei pro lado e tentei dormir... Mal sabia o que o destino me reservava para o dia seguinte =)

Chegamos lá tarde, quase meia noite, a cidade toda pagada, e fui sozinha procurar o Pirwa Hostel de Aguas Calientes, que eu já tinha reservado pelo de Cusco. Capotei na cama de tanto sono. No dia seguinte, acordar muito cedo para o grande dia!!!