03/06/12

25 anos depois da minha mãe amada me trazer ao mundo, estava eu ali no meio do Peru, em plena Machu Picchu, sozinha, pronta pra subir o Waynapicchu e ter uma experiência única na minha vida. Queria estar só, refletir, pensar, aproveitar, respirar, entender... tanta coisa... queria sentir a magia de uma civilização tão antiga, e tão mágica mesmo.
Para ir de Aguas Calientes à entrada das ruínas, algumas pessoas sobem andando (não é tão difícil apesar das várias curvas. E eu sou adepta ao exercício, mas sabia que já ia fazer o suficiente por um dia só, então optei pelo ônibus que custava $17 dólares ida e volta. Conselho: opte pelo ônibus, por mais aventureiro que você seja... achei perigosa a estrada de subida, pra ser feita a pé. Fora que as pessoas devem comer muita poeira dos ônibus que passam o tempo inteiro).


Como falei no post passado, mal sabia eu o que o destino me reservava. Sabe a tagarela espanhola que estava ao meu lado no trem? Nos reencontramos! Paloma! Claro que meu humor já estava muito melhor. Era meu aniversário, eu estava sentindo uma vibração incrível daquele lugar, me sentia flutuando... nos cumprimentamos, ela perguntou se eu sabia como ia para o Waynapicchu e eu disse que não, mas que também tinha que ir pra lá pois minha subida estava programada para as 9h (optem por ela! Você sobe tranquilo e desce tranquilo, depois conhece o resto das ruínas. Subir no segundo horário significa subir dividindo espaço com quem está descendo. Se o caminho já é ruim e difícil pra subir sem obstáculos humanos, imaginem com um monte de gente descendo, vindo na sua direção oposta!). - Vale salientar que para subir o Waynapicchu você tem que comprar o ingresso do Machu Picchu com a opção de subir essa montanha!! Existem dois tipos de ingresso. Óbvio que esse é um pouco mais caro, mas vale incrivelmente a pena.
Ela me chamou pra subir com ela e fomos conversando, ela em espanhol e eu em portunhol. Conseguimos nos entender bem. Em 10 minutos, parecíamos melhores amigas. Era tudo tão mágico lá que subimos rindo horrores. A subida é bem difícil, altitude acaba com o fôlego de qualquer pessoa, os caminhos são estreitos e cheios de pedra, alguns espaços temos até que escalar pra conseguir passar, tens uns buracos pra atravessar também. É aventura pura. Combinamos que quando alguém cansasse, parávamos pra tirar foto. Resultado? Tiramos zilhões de fotos!! Conhecemos também o Fernei, um colombiano engraçadíssimo que nos acompanhou nessa jornada. Rolou até um strip com a Paloma segurando uma toalha pra me trocar, pois a subida cansava tanto que começou a esquentar e fui tirando as camadas de roupas que levei (esse povo do nordeste que mora no Rio 40 graus e tem medo de morrer de frio...).
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| Paloma levou várias coisas pra tirar foto, parece que adivinhou que ia ter comemoração ;) |
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| Eu, Paloma e Fernei. |
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| Com alguns outros bolivianos que conhecemos |
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| Aniversariantes do dia. |
Só num dia mágico, num lugar mágico, você pára no meio do caminho e conhece um casal mágico. O mais incrível disso? A mulher estava comemorando aniversário lá tmabém!! Conversamos muito sobre esse desejo de comemorar num lugar tão especial. Foi uma vibe incrível. 2h de subida difícil, mas extremamente divertida. Chegar lá em cima foi MÁGICO. Sabe aquela sensação de: "consegui", e olha o presente que ganhei!! Olhava pra baixo e via uma das paisagens mais lindas da viagem. Não há como descrever e explicar esse sentimento. Juntar uma galera que você nunca viu na vida pra cantar parabéns pra você do alto da montanha que fica dentro do Machu Picchu. Olha a história que vou ter pra contar pros meus filhos e netos... incrível. Faria tudo de novo.
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| Buraquinho básico que fazia parte da trilha |
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| Descanso merecido ao chegar no topo |
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| Não entendi o que essa placa quer que eu faça continuando pro abismo... |
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| Um dos momentos mais impressionantes: esse casal subiu com um bebê nas costas. Como passaram na caverna?!?! |
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| Paloma e eu no topo da montanha |
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| Felicidade estampada! |
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| O mais impressionante disso tudo é: como eles conseguiram construir isso em cima de uma montanha gigante? |
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| Olha as escadinhas pra descer... |
Descer foi muito mais duro. O cansaço já tinha batido, o sol já estava mais forte, e olhar pra baixo e ver toda a altura é muito mais torturante! Mas... fomos conversando e num instante passou. Almoçamos lá mesmo, comi um lanche que levei na mochila pois já sabia que lá tudo era muito caro (e é!!!). Paloma havia contratado um guia para mostrar toda a ruína de Machu Picchu pra ela. Era um grupo grande. Pra participar, paguei uma propina pro cara e fomos juntas escutar a história daquela civilização. Foram 2h de caminhada por toda ruína, com muita informação interessante. No final, estava mortinha da silva. Mas extremamente feliz e satisfeita!!
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| Sempre cansava, a gente parava pra fazer alguma palhaçada |
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| Não resisti a tanta fofura. E os pais? Uns fofos! Quero ser mãe aventureira assim!! |
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| Lá, tudo lembra algum condor, puma... |

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| Onde eles ajoelhavam para rezar |
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| Fascinante! |
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| Dizem que passa uma energia... acho que eu já estava com tanta energia boa desde cedo, que não senti muita coisa =P |
Paramos no centro de Aguas Calientes para comer uma bela macarronada! Pela rua, passou um desfile que me fez lembrar o carnaval de Olinda! Muito legal, crianças fantasiadas, todo mundo dançando e cantando.. parecia que estavam comemorando meu aniversário com a gente =]
Infelizmente acabava ali minha passagem pelo paraíso. E saí do restaurante direto pro albergue, direto pra estação de trem pra voltar pra Ollantaytambo. Antes de voltar, entrei na internet pra falar com meus pais e algumas pessoas especiais! =) Estava radiante por ter vivido tudo aquilo.
Em Ollantaytambo foi super tranquilo arrumar uma van pra voltar pra Cusco. Tem várias lá até tarde esperando pra catar os turistas que saem dos trens. Não deixem se enganar, pois fui enganada de novo. NO início me colocaram em uma van bem confortável e mandaram esperar (pois elas só saem cheias). Como a van grande não encheu, eles nos mandaram pra uma menor, extremamente desconfortável por mais 2h... Mas isso nem que quisesse estragaria meu dia e meu humor. Voltei e finalmente dormi no Pirwa de Cusco. Estava tão acabada, que apaguei na cama e nem lembro.
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